angustias e impotências, acredito no iminente transbordamento das coisas na contramão das estagnações.
Mas tal transbordamento acontecerá a revelia dos vanguardistas e moralistas, que acham que conduzirão como gado a multidão sublevada.
Em outras palavras, sei que a revolta eclodirá, apesar das inércias, dos conformismos, mansidões e obediências em todos nós enraizadas.
Pois a revolta é soberana. Ela acontece aqui, agora e sempre. Ela é senhora do tempo presente na criação do momento.
A revolta é a resistência a todas as opressões, a unidade de todas as inquietações e delinquências, a essência das resistências e revoluções. A revolta é um permanente estado de questionamentos e sublevações. Ela é a vida em movimento, em mutação e transformação.