Nenhuma deus ou senhor dirá quem eu sou.
Estado algum governará minha vida.
Não terei ídolos, moral ou princípios.
Nem serei parte de nenhum rebanho.
Não seguirei catecismos, cartilhas
ou tábuas da lei.
Não estarei, portanto, preso a identidades,
confissões de fé, verdade, moral e vaidade.
Meu único princípio será a inconstância,
a finitude e a mudança,
que faz de mim sujeito e objeto de todas as formas e maneiras de ser em liberdade.
Mas, para aqueles que gostam de rótulos e conclusões, digam apenas que sou um convicto niilista,
um adversário dos idealistas e moralistas,
advogados da história universal e da razão instrumental.