Quem crê abre mão da dúvida,
do mais saudável ceticismo
que nos serve de escudo a todo tipo de fanatismo.
É saudável não crer, duvidar,
questionar, desconfiar,
evitar a excessiva confiança da fé.
É bom questionar a tradição, a autoridade,
jamais se conformar a qualquer verdade.
É saudável não ter messias,
guias, juízes ou senhores,
a nos dizer o que pensar e o que fazer.
Em outras palavras,
a ignorância vale mais do que a fé.
Pois nos protege da prisão da certeza,
da estupidez da crença
e da rigidez doentia se uma convicção qualquer.