Tudo que sinto e penso
dentro do mundo vira silêncio,
dissolve-se no comum,
no impessoal exercício do rosto,
do corpo,
através do artifício de ser um indivíduo
como qualquer outro
perdido na multidão.
Este Blog é destinado ao exercicio ludico de construção da minima moralia da individualidade humana; é expressão da individuação como meta e finalidade ontológica que se faz no dialogo entre o complexo outro que é o mundo e a multiplicidade de eus que nos define no micro cosmos de cada individualidade. Em poucas palavras, ele é um esforço de consciência e alma em movimento...entre o virtual, o real, o simbolo e o sonho.
Tudo que sinto e penso
dentro do mundo vira silêncio,
dissolve-se no comum,
no impessoal exercício do rosto,
do corpo,
através do artifício de ser um indivíduo
como qualquer outro
perdido na multidão.
Faz tanto tempo que me perdi do mundo,
que transcendi chão e raízes,
que não me lembro mais
quem eu costuma ser, sentir e saber.
Hoje ando tão livre de tudo,
tão vazio de nada,
que me surpreendo intensamente rarefeito
em meio ao caos das coisas,
entre sustos e surtos.
Todas as distâncias do mundo são, de algum modo, temporais. Pois o tempo é físico, concreto, em sua incorporalidade. Nossa condição humana é o resultado de tal paradoxo.
Todas as distâncias definem a consciência daquilo que nos afeta e nos conformam a ilusão da existência.
Todas as distâncias cabem no instante frágil de uma vida inteira….