O tecido do que reconhecemos tradicionalmente por realidade vem se alterando significativamente através nas novas experiências e vivências proporcionadas pelas novas linguagens digitais. Inaugurou-se no domínio do humano uma nova perspectiva de vazio. Vazio confunde-se agora com a ausência de qualquer referencial seguro de totalidade e universalidade. Talvez, dentre muitas outras coisas, a contemporaneidade seja a constatação simples de que somos definidos por jogos entre a linguagem e o vazio... Mas é justamente isso que nos faz humanos e nos destina um lugar especial no reino animal...
Este Blog é destinado ao exercicio ludico de construção da minima moralia da individualidade humana; é expressão da individuação como meta e finalidade ontológica que se faz no dialogo entre o complexo outro que é o mundo e a multiplicidade de eus que nos define no micro cosmos de cada individualidade. Em poucas palavras, ele é um esforço de consciência e alma em movimento...entre o virtual, o real, o simbolo e o sonho.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
sábado, 25 de abril de 2009
OLD HOUSE
LITERATURA INGLESA XLIII

Rupert Brooke ( 1887- 1915), morreu com apenas 28 anos de idade em uma trágica batalha durante a I Grande Guerra. Não nos legou, portanto, uma obra passível de avaliação profunda das dimensões e possibilidades de seu talento. Não é, francamente, considerado um grande poeta pelo que produziu em seus breves anos de atividade. Basicamente, deixou-nos intimistas poemas de juventude onde insinua claramente sua opção homossexual, alguns bons versos como em The Old Vicarage, Grantchester e poemas de guerra que o tornaram imortal como testemunha e vitima da barbárie européia que destruiu e fez desaparecer muitos gênios europeus cuja potencial contribuição a cultura ocidental perdeu-se dramaticamente.
Além de Brooke, outros poetas britânicos morreram na guerra e merecem serem citados nesta pequena lembrança...
John McCrae (1872-1918)
Wilfred Owen (1893-1918)
Isaac Rosenberg (1890-1918)
Alan Seeger ( ?)
Edward Thomas (1878-1917)
The War Sonnets by Rupert Brooke
Além de Brooke, outros poetas britânicos morreram na guerra e merecem serem citados nesta pequena lembrança...
John McCrae (1872-1918)
Wilfred Owen (1893-1918)
Isaac Rosenberg (1890-1918)
Alan Seeger ( ?)
Edward Thomas (1878-1917)
The War Sonnets by Rupert Brooke
I. Peace
Now, God be thanked
Who has matched us with
His hour,
And caught our youth, and wakened us from sleeping,
With hand made sure, clear eye, and sharpened power,
To turn, as swimmers into cleanness leaping,
Glad from a world grown old and cold and weary,
Leave the sick hearts that honour could not move,
And half-men, and their dirty songs and dreary,
And all the little emptiness of love!
Oh! we, who have
Oh! we, who have
known shame, we have found release there,
Where there's no ill, no grief, but sleep has mending,
Naught broken save this body, lost but breath;
Nothing to shake the
laughing heart's long peace there
But only agony, and that has ending;
And the worst friend and enemy is but
Death.
II. Safety
He who has found our hid security,
Assured in the dark tides of the world at rest,
And heard our word,
"Who is so safe as we?"
We have found safety with all things undying,
The winds, and morning, tears of men and mirth,
The deep night, and birds singing, and clouds flying,
And sleep, and freedom, and the autumnal earth.
We have built a house that is not for
Time's throwing.
We have gained a peace unshaken by pain for ever.
War knows no power.
Safe shall be my going,
Secretly armed against all death's endeavour;
Safe though all safety's lost; safe where men fall;
And if these poor limbs die, safest of all.
III. The Dead
Blow out, you bugles, over the rich
Dead!There's none of these so lonely and poor of old,
But, dying, has made us rarer gifts than gold.
These laid the world away; poured out the red
Sweet wine of youth; gave up the years to be
Of work and joy, and that unhoped serene,
That men call age; and those who would have been,
Their sons, they gave, their immortality.
Blow, bugles, blow!
Blow, bugles, blow!
They brought us, for our dearth,
Holiness, lacked so long, and
Love, and Pain.
Honour has come back, as a king, to earth,
And paid his subjects with a royal wage;
And nobleness walks in our ways again;
And we have come into our heritage.
IV. The Dead
These hearts were woven of human joys and cares,
Washed marvellously with sorrow, swift to mirth.
The years had given them kindness.
Dawn was theirs,
And sunset, and the colours of the earth.
These had seen movement, and heard music; known
Slumber and waking; loved; gone proudly friended;
Felt the quick stir of wonder; sat alone;
Touched flowers and furs and cheeks.
All this is ended.
There are waters blown by changing winds to laughter
There are waters blown by changing winds to laughter
And lit by the rich skies, all day.
And after,Frost, with a gesture, stays the waves that dance
And wandering loveliness.
He leaves a white
Unbroken glory, a gathered radiance,
A width, a shining peace, under the night.
V. The Soldier
If I should die, think only this of me:
That there's some corner of a foreign field
That is for ever
England.
There shall beIn that rich earth a richer dust concealed;
A dust whom England bore, shaped, made aware,
Gave, once, her flowers to love, her ways to roam,
A body of England's, breathing
English air,
Washed by the rivers, blest by suns of home.
And think, this heart, all evil shed away,
And think, this heart, all evil shed away,
A pulse in the eternal mind, no less
Gives somewhere back the thoughts by
England given;
Her sights and sounds; dreams happy as her day;
And laughter, learnt of friends; and gentleness,
In hearts at peace, under an
English heaven.
O SILÊNCIO DOS MARES
CRÔNICA RERÂMPAGO LII
Nada é mais desconcertante do que a experiência de um susto, de um tremer de momento e rotina em ocasional surpresa de inesperado. Tal experiência remete, afinal, a elementar incerteza da existência e ao fluxo não linear dos fatos cotidianos, ao incontrolável...
Através dela nos damos inesperadamente conta do quanto o destino é aleatório, o quanto, em nosso irrefletido agir cotidiano, somos meros joguetes a mercê dos caprichos e irracionalismos do absoluto caos que define a existência e o mundo...
Através dela nos damos inesperadamente conta do quanto o destino é aleatório, o quanto, em nosso irrefletido agir cotidiano, somos meros joguetes a mercê dos caprichos e irracionalismos do absoluto caos que define a existência e o mundo...
Naturalmente, não há nada que possamos fazer sobre isso...
sexta-feira, 24 de abril de 2009
O REAL E O IMAGINADO
Ainda aguardo resposta
Dos desfeitos versos
De vento
Que me fizeram seguir
Em frente
Inventando universos
Em lágrimas de esperanças.
Mas creio,
Tão somente,
No imediato e efêmero
Das nuanças de pequenos prazeres,
Ocultos em rasgos de realidades
Pseudo sonhadas.
Acredito
nas imaginações do acaso...
Dos desfeitos versos
De vento
Que me fizeram seguir
Em frente
Inventando universos
Em lágrimas de esperanças.
Mas creio,
Tão somente,
No imediato e efêmero
Das nuanças de pequenos prazeres,
Ocultos em rasgos de realidades
Pseudo sonhadas.
Acredito
nas imaginações do acaso...
quinta-feira, 23 de abril de 2009
FANTASIA DELIRIO
Sinto falta
De um rosto
Em minhas palavras,
De uma certeza de beijo
Entre as ilusões da verdade.
Sinto falta de ser criança,
De um devaneio e crepúsculo
No alem do ego
Que me escapa.
Sinto falta de você
De quem nunca soube
No até agora da vida...
De um rosto
Em minhas palavras,
De uma certeza de beijo
Entre as ilusões da verdade.
Sinto falta de ser criança,
De um devaneio e crepúsculo
No alem do ego
Que me escapa.
Sinto falta de você
De quem nunca soube
No até agora da vida...
NIETZSCHE E FILOSOFIA DA LINGUAGEM

Sobre Verdade e Mentira no sentido extra moral ( 1873) é um dos mais instigantes textos já produzidos por Nietzsche. Neste, o autor aborda com peculiar maestria o clássico problema da verdade em sua relação com a fenomenologia do intelecto humano, descrito, entre outras formas, como um meio para a conservação do individuo, como um “disfarce” que estabelece a linguagem como mediadora da oposição entre “mentira” e “ verdade” no fazer-se do existir em sociedade ou “viver em rebanho”.
No prefácio para Humano, Demasiadamente Humano de 1886, Nietzsche refere-se a este texto como um escrito juvenil e de formação condicionado a um momento de crise ou niilismo absoluto no qual duvidara até mesmo de seu grande mestre Shopenhauer. Nada disso elimina a coerência do texto com o desdobrar posterior de sua filosofia.
O fato é que, naquele momento, para Nietzsche, a verdade não passava de uma invenção semântica não correspondente a qualquer hipotética realidade. Ela seria uma convenção estabelecida pela vida coletiva, pelo arbítrio da moral dominante. Por outro lado, quando o intelecto se liberta da escravidão dos conceitos e das convenções socialmente estabelecidas, transforma o homem através da intuição em um construtor de metáforas, desvela o domínio absoluto da arte sobre a vida no ininterrupto fluir da existência em sua pluralidade que jamais se cristaliza sob qualquer momentânea forma e conteúdo.
Creio que é nesse sentido que ele nos diz:
“ O que é uma palavra? A figuração de um estímulo nervoso em sons.Mas concluir do estímulo nervoso uma causa fora de nós já é o resultado de uma aplicação falsa e ilegítima do principio da razão. Como poderíamos nós, se somente a verdade fosse decisiva na gênese da linguagem, se somente o ponto de vista da certeza fosse decisivo nas designações, como poderíamos no entanto dizer: a pedra é dura: como se para nós esse “dura” fosse conhecido ainda de outro modo, e não somente como uma estimulação inteiramente subjetiva! Dividimos as coisas por gêneros, designamos a árvore como feminina, o vegetal como masculino: que transposições arbitrárias! A que distância voamos alem do cânone da certeza! Falamos de uma Schlange ( cobra): a designação não se refere a nada mais do que o enrodilhar-se, e portanto poderia também caber ao verme Que delimitações arbitrárias, que preferências unilaterais, ora por esta, ora por aquela propriedade das coisas! As diferentes línguas, colocadas lado a lado, mostram que nas palavras nunca importa a verdade, nunca uma expressão adequada: pois senão não haveria tantas línguas. A “coisa em si” (* tal seria justamente a verdade pura sem conseqüências)é, também para o formador da linguagem, inteiramente incaptável e nem sequer algo que vale a pena. Ele designa apenas as relações das coisas aos homens e toma em auxilio para exprimi-las as mais audaciosas metáforas. Um estimulo nervoso, primeiramente transposto em uma imagenm! Primeira metáfora. A imagem, por sua vez, modelada em um som! Segunda metáfora E a cada vez mais completa mudança de esfera, passagem para uma esfera inteiramente outra e nova. Pode-se pensar em um homem, que seja totalmente surdo e nunca tenhas tido uma sensação do som e da música: do mesmo modo que este, porventura, vê com espanto as figuras sonoras de Chladni desenhadas na areia, encontra suas causas na vibração das cordas e jurará agora que há de saber o que os homens denominam “som”, assim também acontece a todos nós com a linguagem. Acreditamos saber algo das coisas mesmas, se falamos de arvores, cores, neve e flores, e no entanto não possuímos nada mais do que metáforas das coisas, que de nenhum modo correspondem às entidades de origem. Assim como o som convertido em figura na areia, assim se comporta o enigmático X X da coisa em si, uma vez como estimulo nervoso, em seguida como imagem, enfim como som. Em todo caso, portanto, não é logicamente que ocorre a gênese da linguagem, e o material inteiro, no qual e com o qual mais tarde o homem da verdade, o pesquisador, o filósofo, trabalha e constrói, provém, se não der Cucolândia das Nuvens, em todo caso não da essência das coisas.”
Friedrich Wilhelm Nietzsche. Obras Incompletas- Vol.I /seleção de textos de Gerard Lebrun; tradução e notas de Rubens Rodrigues Torres Filho; 5 ed. SP: Nova Cultural, 1991. ( Os Pensadores); p. 33-34)
No prefácio para Humano, Demasiadamente Humano de 1886, Nietzsche refere-se a este texto como um escrito juvenil e de formação condicionado a um momento de crise ou niilismo absoluto no qual duvidara até mesmo de seu grande mestre Shopenhauer. Nada disso elimina a coerência do texto com o desdobrar posterior de sua filosofia.
O fato é que, naquele momento, para Nietzsche, a verdade não passava de uma invenção semântica não correspondente a qualquer hipotética realidade. Ela seria uma convenção estabelecida pela vida coletiva, pelo arbítrio da moral dominante. Por outro lado, quando o intelecto se liberta da escravidão dos conceitos e das convenções socialmente estabelecidas, transforma o homem através da intuição em um construtor de metáforas, desvela o domínio absoluto da arte sobre a vida no ininterrupto fluir da existência em sua pluralidade que jamais se cristaliza sob qualquer momentânea forma e conteúdo.
Creio que é nesse sentido que ele nos diz:
“ O que é uma palavra? A figuração de um estímulo nervoso em sons.Mas concluir do estímulo nervoso uma causa fora de nós já é o resultado de uma aplicação falsa e ilegítima do principio da razão. Como poderíamos nós, se somente a verdade fosse decisiva na gênese da linguagem, se somente o ponto de vista da certeza fosse decisivo nas designações, como poderíamos no entanto dizer: a pedra é dura: como se para nós esse “dura” fosse conhecido ainda de outro modo, e não somente como uma estimulação inteiramente subjetiva! Dividimos as coisas por gêneros, designamos a árvore como feminina, o vegetal como masculino: que transposições arbitrárias! A que distância voamos alem do cânone da certeza! Falamos de uma Schlange ( cobra): a designação não se refere a nada mais do que o enrodilhar-se, e portanto poderia também caber ao verme Que delimitações arbitrárias, que preferências unilaterais, ora por esta, ora por aquela propriedade das coisas! As diferentes línguas, colocadas lado a lado, mostram que nas palavras nunca importa a verdade, nunca uma expressão adequada: pois senão não haveria tantas línguas. A “coisa em si” (* tal seria justamente a verdade pura sem conseqüências)é, também para o formador da linguagem, inteiramente incaptável e nem sequer algo que vale a pena. Ele designa apenas as relações das coisas aos homens e toma em auxilio para exprimi-las as mais audaciosas metáforas. Um estimulo nervoso, primeiramente transposto em uma imagenm! Primeira metáfora. A imagem, por sua vez, modelada em um som! Segunda metáfora E a cada vez mais completa mudança de esfera, passagem para uma esfera inteiramente outra e nova. Pode-se pensar em um homem, que seja totalmente surdo e nunca tenhas tido uma sensação do som e da música: do mesmo modo que este, porventura, vê com espanto as figuras sonoras de Chladni desenhadas na areia, encontra suas causas na vibração das cordas e jurará agora que há de saber o que os homens denominam “som”, assim também acontece a todos nós com a linguagem. Acreditamos saber algo das coisas mesmas, se falamos de arvores, cores, neve e flores, e no entanto não possuímos nada mais do que metáforas das coisas, que de nenhum modo correspondem às entidades de origem. Assim como o som convertido em figura na areia, assim se comporta o enigmático X X da coisa em si, uma vez como estimulo nervoso, em seguida como imagem, enfim como som. Em todo caso, portanto, não é logicamente que ocorre a gênese da linguagem, e o material inteiro, no qual e com o qual mais tarde o homem da verdade, o pesquisador, o filósofo, trabalha e constrói, provém, se não der Cucolândia das Nuvens, em todo caso não da essência das coisas.”
Friedrich Wilhelm Nietzsche. Obras Incompletas- Vol.I /seleção de textos de Gerard Lebrun; tradução e notas de Rubens Rodrigues Torres Filho; 5 ed. SP: Nova Cultural, 1991. ( Os Pensadores); p. 33-34)
LITERATURA INGLESA XLII ( Edward Hughes: in memoriam)

O nome do poeta britânico Ted Hughes, ou Edward James Hughes ( 1930-1998) é normalmente lembrado pelo seu trágico casamento com a também poeta Silvia Plath que suicidou-se em 1963.
Mas Hughes, embora pouco conhecido e lido, foi um dos mais interessantes nomes das letras inglesas de sua geração. Alem de poesia, dedicou-se a literatura infantil, possuindo também um sem numero de boas traduções. O horizonte de imagens de infância e delicada fantasia lhe propiciam uma introspecção e uma linguagem poética realmente singular. A lembrança do nome do autor, infelizmente ocorreu-me hoje em função da noticia do recente suicídio de um de seus filhos com Plath, o biólogo Nicolas Hughes, professor e pesquisador na Escola de Ciências Oceânicas e da Pesca da Universidade do Alasca.
Avesso a qualquer discussão ou comentário sobre a obra e vida de seus pais, sua morte, ao contrário do que pode ser sugerido, como certamente proporia o morto, não esta vinculada a qualquer resquício ou influencia das opções ou eventuais episódios biográfico envolvendo seus progenitores. O suicídio foi para ele uma opção pessoal e intima cujas motivações não temos o direito de fazer objeto de especulações sem sentido e meramente inspiradas pelas curiosidades e arbitrariedades do imaginário coletivo.
Mas Hughes, embora pouco conhecido e lido, foi um dos mais interessantes nomes das letras inglesas de sua geração. Alem de poesia, dedicou-se a literatura infantil, possuindo também um sem numero de boas traduções. O horizonte de imagens de infância e delicada fantasia lhe propiciam uma introspecção e uma linguagem poética realmente singular. A lembrança do nome do autor, infelizmente ocorreu-me hoje em função da noticia do recente suicídio de um de seus filhos com Plath, o biólogo Nicolas Hughes, professor e pesquisador na Escola de Ciências Oceânicas e da Pesca da Universidade do Alasca.
Avesso a qualquer discussão ou comentário sobre a obra e vida de seus pais, sua morte, ao contrário do que pode ser sugerido, como certamente proporia o morto, não esta vinculada a qualquer resquício ou influencia das opções ou eventuais episódios biográfico envolvendo seus progenitores. O suicídio foi para ele uma opção pessoal e intima cujas motivações não temos o direito de fazer objeto de especulações sem sentido e meramente inspiradas pelas curiosidades e arbitrariedades do imaginário coletivo.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
MEMORY

Recordo pequenas belezas
Que me bastaram
Na magia incerta dos ventos,
A intensidade dos verdes momentos
De distante e dourada infância.
Recordo a doce dor
Que me aguarda
Alem do infame dia a dia
Entre os jardins do infinito,
A felicidade da intimidade do mero finito
Em majestosa realidade
Do ínfimo como principio
E pluralidade de ilimitadas
Direções do sentir e do pensamento.
.
Que me bastaram
Na magia incerta dos ventos,
A intensidade dos verdes momentos
De distante e dourada infância.
Recordo a doce dor
Que me aguarda
Alem do infame dia a dia
Entre os jardins do infinito,
A felicidade da intimidade do mero finito
Em majestosa realidade
Do ínfimo como principio
E pluralidade de ilimitadas
Direções do sentir e do pensamento.
.
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