sexta-feira, 7 de novembro de 2025

UMA OUTRA REVOLUÇÃO



Meu corpo é concreto.
Tem fome, tem sede,
desejo e cansaço,
Mas não é mera força 
de trabalho. 
É ócio, prazer e preguiça.

Por isso, minha revolução
não é econômica e estatal,
mas surrealista,
libertina, dionisiaca e radical.

Advogo uma liberdade,
uma intensidade de vida,
que ainda não foi inventada,
conceitualizada ou domesticada. 

Não  há revolução
onde não  se dança,
onde não se canta,
onde não se transa.

Só há revolução 
onde a embriaguez 
transcende a esperança 
de um mundo perfeito
e revela a realidade
 de uma incerteza selvagem.

A vida é devir.
Nada é para sempre,
a revolução é permanente.

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