Meu corpo é concreto.
Tem fome, tem sede,
desejo e cansaço,
Mas não é mera força
de trabalho.
É ócio, prazer e preguiça.
Por isso, minha revolução
não é econômica e estatal,
mas surrealista,
libertina, dionisiaca e radical.
Advogo uma liberdade,
uma intensidade de vida,
que ainda não foi inventada,
conceitualizada ou domesticada.
Não há revolução
onde não se dança,
onde não se canta,
onde não se transa.
Só há revolução
onde a embriaguez
transcende a esperança
de um mundo perfeito
e revela a realidade
de uma incerteza selvagem.
A vida é devir.
Nada é para sempre,
a revolução é permanente.
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