sexta-feira, 20 de junho de 2025

O EXISTIR COMO DEVIR

Existo para o devir.
Não para a prisão 
de qualquer tradição 
ou passado.

Existo,
além  do meu tempo
e deste espaço.

Existo para o que virá,
para instabilidade,
a incerteza,
o efêmero 
e o provisório.

Sou processo sem alma
ou natureza
na constância de vir a ser.

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