Este Blog é destinado ao exercicio ludico de construção da minima moralia da individualidade humana; é expressão da individuação como meta e finalidade ontológica que se faz no dialogo entre o complexo outro que é o mundo e a multiplicidade de eus que nos define no micro cosmos de cada individualidade. Em poucas palavras, ele é um esforço de consciência e alma em movimento...entre o virtual, o real, o simbolo e o sonho.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
O MITO DE CARLITOS, O VAGABUNDO....
INTENTIONS OF NIGHT...
Dos compromissos diários...
Enquanto imaginações
Freqüentam o sol poente.
Bastaria -me agora
A paz de um jardim inglês
Em manhã de branda chuva
E serena esperança.
Não quero mais que a calma
Do silêncio que me fala
No passar e passear do vento
Encantando ruas, luas
E sonhos....
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
A INTIMIDADE DE UMA PRÉ-MANHÃ...
Que antecede o amanhecer
Sem expectativas
Para o dia que se anuncia.
Apenas me contemplo,
Em segredo de mim mesmo,
Disperso na paisagem
Do acontecer humano.
Deixo-me abandonado
Aos fatos,
Calado e abstrato,
No lugar nenhum
De reflexões e pensamentos
Íntimos...
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
SOBRE O INDETERMINADO DO TEMPO PRESENTE
O tempo presente é, em indeterminados sentidos e sentimentos, algo que não cabe em qualquer conceito possível, um aprendizado da indeterminação do real. Talvez, o melhor modo de dizê-lo é a afirmação de que, em relação a ele, não cabem definições, apenas descrições do imediato e instantâneo ato de viver em palavras e imagens em dialéticas confusões...
O contemporâneo pressupõe uma identidade tão profunda entre pensamento e vida que a esvazia de todo sentido abstrato ou metafísico...
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
KISS
Olho nos olhos
Da noite
Procurando no escuro
O brilho de um rosto
Que se perdeu em meu disperso olhar.
Talvez eu nunca o reencontre.
Talvez ele nem tenha de fato
Existido...
Mas guardo nítido seu gosto
E a vontade de me fazer parte
De sua paisagem
Através do mundo contido
Na aventura de um beijo....
UM FRAGMENTO DE LUDWIG WITGENSTEIN...
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
SOBRE A FILOSOFIA DE WITGENSTEIN II
SOBRE A FILOSOFIA DE WITIGENSTEIN I
HUMAN CONDITION

Existimos
No pensar das palavras,
Submersos na diversidade
De imagens que traduzem
Em significados
O ilegível do mundo.
Buscamos atônicos
Migalhas de verdade,
Qualquer mínima certeza,
Ou inequívoco sentimento
De nos mesmos
Na fluida experiência
De todas as coisas
Em atos e pensamentos...
Mas nada
É suficientemente real...
domingo, 13 de setembro de 2009
SHAKESPEARE BY F.E. HALLIDAY
THE BACK TO THE FUTURE
Retornar as origens
Em buscas de significações
Perdidas
Que de algum modo
Conduzam meu eu
Á profundeza
De algum distante futuro...
Sou compelido a buscar
Entre meus tantos passados
Um traço de perspectiva
E destino
Em labirinto
Que me guarde ou aguarde
Além de mim mesmo
Em escuro canto e encanto
De mera existência...
sábado, 12 de setembro de 2009
ENCONTRO
Toda pessoa humana
Define-se
Por sua exterioridade,
Pelo não lugar de sua essência
Na permanente desconstrução
Da existência
Em sensações coletivas.
As ilusões do outro
Nos vestem de profundidade
Enquanto extrapolamos
Os limites do rosto
Nas auto representações
De nós mesmos
Vomitadas em um beijo...
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
BEATLES E POS MODERNIDADE: O EFEITO NOWHERE MAN
domingo, 6 de setembro de 2009
PÓS MODERNIDADE E PENSAMENTO CRÍTICO
Tal metafísico objetivo, que conduziu muitos filósofos e pensadores a balburdia e confusão de indagações, definições e explicações infinitas sobre “O que é o mundo, as coisas e o pensamento”, definitivamente exauriu-se...
Já não há nenhum objeto que seja legível ao conhecimento... apenas a performance lingüística como estratégia de livre representação de um real que absolutamente nos escapa e sobre o qual não temos nada a dizer.
No tempo presente pensar identifica-se com a desconstrução do próprio pensamento... ou com a arte ou o jogo de codificar a própria imaginação...
THE TIME IS NOW
Continuamente,
Através de rotinas
Que dizem apenas
O passar do tempo,
O permanecer vazio
Entre as coisas
A espera do momento
Incerto
De abrir a porta
De algum novo existir
De mim mesmo
Desvelando paisagens
De primaveras...
The time is now...
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
NOSTALGIA DE META INFÂNCIA
Sinto falta do viés irracional
De meus dias de infâncias
Desarrumados em lúdico
E fantasias
De não compreensão plena do mundo,
Coisas imediatas e pessoas.
Sinto falta da ignorância
Roubada pelo pensamento,
Do intenso vento
Que me criava outro
Em cada jogo de fantasia...
Persigo
Meus tempos distantes e vivos
Em meta alma,
Aqueles fantasmas de mim mesmo
Que assombram a forma humana
Em indefinida maturidade
Que me surpreende no espelho...
Busco sua pedagogia e absurdo...
terça-feira, 1 de setembro de 2009
ESPECULAÇÕES EM TORNO DE UMA MANHÃ DE SOL

O que é interessante nesta experiência de acordar para uma manhã deliciosa de sol é que, objetivamente, ela não contém em si mesma a beleza, bem estar ou significados que lhe projetamos. Ela se quer existe fora de nossos sentidos ou leituras de nosso corpo. Em tais circunstancias matinais apenas nos tornamos suscetíveis a arcaica experiência espontânea do mito como linguagem humana. Afinal, trata-se aqui de uma variação difusa e sem foco ( secularizada) do mito solar cujos símbolos e imagens não tiveram outra origem, mesmo que sob configurações culturais diversas, do que a vivencia diária do sol. É curioso que mesmo hoje em dia, ainda tendamos a confundir ou tomar nossas fantasias espontâneas como idênticas a meta-realidade daquilo que chamamos de verdade. Talvez porque pouco paramos para pensar em oque de fato entendemos como verdade e até que ponto ela se sustenta frente a uma reflexão mais profunda sobre as armadilhas das palavras e pensamentos na constituição da condição humana...
CATARSE
É preciso explorar
O próprio avesso
Para suspreender-se
Vivendo o rosto
Que se diz no espelho,
Deixar-se abandonado
E ao léu,
Mendigo de auto enganos
Ou da vontade de ser
Intensamente dentro do mundo
Até o infinito da finitude
Do muito que em si
Já se perdeu...
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
PARANOID ANDROID BY RADIOHEAD...
Paranoid Android by Radiohead é uma das mais belas e poéticas canções dos anos 90 do séc XX e seu vídeo clip uma autêntica obra de arte e artesanatos de linguagens que nos lançam ao deslocamento mais intenso e profundo que a linguagem musical pode nos proporcionar em seu dizer do indizível em meta linguagem...
PARANOID...
if... in my head... now...
A chuva cai sobre mim
me desligando de todas
as vozes
que me dizem o mundo
em introspecção e segredo...
"Posso ser paranoico,
mais não um androide..."
Fique longe de mim...
não me diga a comum realidade
de caos e multidões.
Tudo que existe
é um modo dissimulado
de aprendizado de solidões...
PARANOID ANDROID
Please could you stop the noise,
I'm trying to get some rest
From all the unborn chicken voices in my head
What's that...? (I may be paranoid, but not an android)
What's that...? (I may be paranoid, but not an android)
When I am king, you will be first against the wall
With your opinion which is of no consequence at all
What's that...? (I may be paranoid, but no android)
What's that...? (I may be paranoid, but no android)
Ambition makes you look pretty ugly
Kicking and squealing gucci little piggy
You don't remember
You don't remember
Why don't you remember my name?
Off with his head, man
Off with his head, man
Why don't you remember my name?
I guess he does....
Rain down, rain down
Come on rain down on me
From a great height
From a great height... height...
Rain down, rain down
Come on rain down on me
From a great height
From a great height... height...
Rain down, rain down
Come on rain down on me
That's it, sir
You're leaving
The crackle of pigskin
The dust and the screaming
The yuppies networking
The panic, the vomit
The panic, the vomit
God loves his children,
God loves his children, yeah!
CRÔNICA RELÂMPAGO XVX
Como em tudo que diz respeito a vida, também aqui, o essencial nos escapa... justamente porque não existe.
STREAM OF THOUGHT

Vejo a vida passando no tempo,
Deixo o fluir de tudo
Crescer em mim mesmo
Em múltiplas metamorfoses
De significados e figurações.
O cotidiano, de repente,
Desnuda-se como um brando absurdo,
Quase não existe...
Mas do outro lado da rua
Vislumbro futuros paralelos
No espelho de uma poça de lama,
Intrigas de imaginações
E divertidas solidões
À desconstruir universos...
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
SOBRE O CONTEMPORÂNEO DISCURSO DA REALIDADE
Hoje, em nossa contemporaneidade, tal identidade encontra-se ameaçada. Já não nos seduzem discursos ou proposições que dizem “como as coisas são” , mas que expressam nossas duvidas e angustias com relação a como consideramos, a partir de nossas singularidades e individualidades, como gostaríamos que elas fossem.
Questionamos, no fundo, a própria possibilidade de satisfatoriamente traduzir a vida em qualquer discurso...
O HOJE COMO DEVIR
É provar um gole de paz
Ao fim do dia,
Esquecer-se no silencio
De um sofá fechado
Entre quatro paredes frias,
Não pensar
Em qualquer outra coisa
Alem da intensidade
De si mesmo,
Escrevendo o segredo
De um nome
Em um canto escuro de mundo.
Felicidade
É vislumbrar o presente
Como único futuro
Nas inúmeras possibilidades
Da vindoura existência.
Felicidade
É saber um pouco de nada,
Ócio e lúdico
Cochilando no quase ser
Da confusão dos pensamentos
Mais íntimos e perdidos.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
INTERNET E INDIVIDUALIDADE

A MUSA DO MEU FUTURO

Em tua memória
No ilegível da existência,
Como se fosse um abstrato beijo
No silêncio das emoções manifestas,
Uma recordação dos futuros
Que buscamos em cacofonias,
Em vislumbres de aventuras
De alma e caos.
Sem nos conhecer ou saber
Nas dissonâncias do mundo
Rasgado em imensidões
De vertigens e dias.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
MITO E INDIVIDUALIDADE EM C G JUNG

“ Minha vida é a história de um inconsciente que se realizou. Tudo o que nele repousa aspira a tornar-se acontecimento, e acontecimento, e a personalidade, por seu lado, que evoluir a partir de suas condições inconscientes e experimentar-se como totalidade. A fim de descrever esse desenvolvimento, tal como se processou em mim, não posso servi-me da linguagem cientifica; não posso me experimentar como um problema cientifico.
O que se é, mediante uma intuição interior e o que o homem parece ser sub specie aeternitatis só pode ser expresso através de um mito. Este último é mais individual e exprime a vida mais exatamente do que o faz a ciência, que trabalha como noções médias, genéricas demais para poder dar uma idéia justa da riqueza múltipla e subjetiva de uma vida individual.
Assim, pois, comecei agora, aos oitenta e três anos, a contar o mito da minha vida. No entanto, posso fazer apenas constatações imediatas. Contar histórias. Mas o problema não é saber se são verdadeiras ou não. O problema é somente este: é a minha aventura a minha verdade?”
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
À MUSA DO ALÉM MUNDO

Poder me esconder
Em seu sonho
Sem pensar o mundo,
Viver sensações em seu corpo
Em franco paraíso
De sutis e secretos materialismos
De alma
No absoluto de um indefinido
Tempo e espaço em céu aberto.
Em vento e movimento,
Todo universo parece contido
No ilegível dos corpos
Em absoluto sentimento...
LOVE IS FREE AND REAL...
domingo, 16 de agosto de 2009
POEMA PSICODÉLICO
No aqui e agora
Da vida refeita
Em imaginações
De momento.
Sei todas as cores do amor
E do desejo
Escritos em meu peito
DesfeitoNas sombras de arco-iris.
O universo, de repente,
Cabe em uma lágrima de céu
Enquanto me vejo e me encontro
No mundo dos espelhos
Como viva metáfora
Da meta humanidade
Ou do alem do humano...
TEMPORALIDADE E DEVANEIO
O passado é o fantasma que nos assombra, como identidade e memória, a cada vislumbre de futuro, ironicamente alimentando a contemporânea invenção de um presente sem fronteiras que reinventa o tempo no indeterminado das permanentes metamorfoses da imanência...
Talvez por isso, existam dias em que nos deslocamos da existência, em que tudo se faz ilegível e provisório no vazio dos fatos cotidianos. Contemplamos, então, a nudez da vida em bifurcações de potência de atos que aleatoriamente desfiam os imperativos da vontade e vislumbres de desejados futuros... De muitas maneiras, somos o resultado amorfo de nossas perdas...
sábado, 15 de agosto de 2009
WOODSTOCK: 40 ANOS DEPOIS...

DO YOU REMEMBER WOODSTOCK? PEACE TRIBUTE
Do ponto de vista da história da cultura no século XX, este festival foi o coroamento e a máxima expressão do imaginário de uma década de século marcada pela aceleração dos ritmos cognitivos do sentimento de mutação do real e pela contestação severa dos valores e cultura tradicional, das representações convencionais de mundo...
A mítica de Woodstock estabeleceu uma linguagem e um campo novo na indústria cultural e nos protocolos e vivências do rock and roll enquanto fenômeno social. Em outras palavras, depois de então, os grandes festivais tornaram-se o locus privilegiado da celebração de valores, ideologias, causas ou, simplesmente, da própria música como orgiástico símbolo da cultura de massas...
DES-REALIDADE
Para fora da minha vida,
Sorver o mundo
Que se desfaz e refaz
Apesar de mim
Até provar a embriaguez
Da existência
E o impessoal que define
Todas as coisas possíveis.
Aprendo que nada é perfeito
Ou verdadeiro
Que tudo passa
Ao sabor do acaso
Vestindo silêncios
E infinitos...
terça-feira, 11 de agosto de 2009
THE BEATLES:ABBEY ROAD FOREVER!
Abbey Road apresenta os Beatles em um de seus melhores momentos da fase psicodélica e em plena maturidade musical. Afinal, fazem parte deste antológico album, lançado em 26 de setembro de 1969 e, de acordo com a revista musical "Rolling Stone", um dos 14 melhores discos de todos os tempos, canções como "Come Together", "Here Comes The Sun" e sumertime.
Mais o álbum tornou-se clássico também pela singularidade de sua foto de capa, sem o nome da banda e com uma imagem singularmente fascinante... onde John, Ringo, Paul e George cruzando em fila indiana uma faixa de pedestres, em uma rua iluminada onde se destaca um Fusca branco estacionado à esquerda.Cabe observar que o fusca branco, de propriedade de um vizinho de Abbey Road, teve a placa (de número "28IF") roubada várias vezes após o lançamento do disco. Claro testemunha de seu apelo mitológico e mágico sob o imaginário da época.Em poucas palavras, viver a experiência mágica do álbum vale mais a pena que qualquer definição ou definição de sua simbologia... Em sua contemporaneidade reside sua viva hitoricidade como reinvenção do passado através do atemporal de significados...
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
2009: ANO INTERNACIONAL DA ASTRONOMIA

Infelizmente subordinada a linguagem do poder politico institucional ao longo da segunda metade do século XX, nenhum outro saber nos oferece desafios e aventuras reflexivas sobre nosso lugar, ou não lugar, diante da compolexidade de um universo onde o fenômeno humano quase nada significa e nossa razão convencional é desafiada a aceitação da racionalidade do absurdo...
Em termos imediatos, tal divagação tem por objetivo lembrar que a ONU consagrou 2009 como o ano internacional da astronomia... Fascinante ciencia cujas possibilidades de desenvolvimento e avanço são cada vez mais subordinadas a uma injusta dependência de investimentos estatais e a subordinação mediodre a arbitrariedade de politicas públicas que nem sempre consideram o que de melhor essa configuração cognitiva pode oferecer... Uma amostra disso é o desenvolvimento de programas espaciais nacionais que sãococebidos a serviço da pueril vaidade de nações e governos...
Importante citar diante do fato que a astronomia pressupõe diversos campos de pesquisa sustentados por pesquisadores autônomos que, “audaciosamente indo onde nenhum home jamais esteve” (rs), inventam novas linguagens de realidade em quase meta humana certeza de mundo...
SITE RELACIONADO: www.sab-astro.org.br/
www.astronomia2009.org.br/
http://cosmicdiary.org/blogs/alberto_krone_martins/?p=150
ZERO

Deixou-me vazio,
Quase inexistente,
No acontecer das coisas
Em devir;
Como se não fosse realidade
Tudo o que foi imprudentemente
Vivido
Nas últimas horas,
Como se o dia
Abandonasse o tempo
Na definitiva desconstrução
Das minhas mínimas certezas...
sábado, 8 de agosto de 2009
DEVIR E TEMPO PRESENTE
De um dia,
Quantas infinitudes
De possibilidades,
Quantos possíveis desdobramentos
De mim mesmo...
Mas tudo acontece
Mínima e permanentemente
No ilusório fato consumado
Do que me tornei
Em aventuras de aqui e agora.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Meat Free Monday II
A campanha de Paul McCartney não nos oferece ou impõe a adesão a principios naturebas...Apenas sugere um dia de semana sem carne em ludico acontecer de metamoforse à toa de hábitos e existência. Nada mais lúdico e radicalmente profundo no acaso dos atos...
Meat Free Monday

Paul McCartney ao jornal britânico The Independent.
A iniciativa de Paul é realmente louvável, e traduz o quanto no mundo contemporaneo as linguagens sociais estão se transformando e reformatando o modo como as pessoas se mobilizam e expressam coletivamente pensamentos, causas ou idéias a partir da experiencia cotidiana.
As transformações da esfera pública passam agora por uma desconstrução da cultura politica da modernidade e pela experiência ludica de “temas alternativos” que de um modo profundo transformam o cotidiano a partir de uma reinvenção de nosso modo de viver e sentir o imediatamente dado de cada dia...
Seguem alguns links relacionados:
AUTO ESQUECIMENTO
HAPPY DAY
domingo, 2 de agosto de 2009
O DEUS ESCORPIÃO by WILLIAM GOLDING

Podemos considerar esta obra uma tripartida variação sobre um mesmo tema: o imaginário do poder e sua elementar e absurda codificação da vida coletiva, ambientadas em uma antiguidade imaginária onde despontam Estados dinásticos e estratificados... Cabe observar que o Egito antigo fascinava o autor que demonstra aqui o quanto merece o titulo de “antropólogo da imaginação”.
Pela ousadia formal e estética destas narrativas, profundamente satíricas em sua critica alegórica a modernidade, tendo a classificá-las, não sem polemicas, como Pós modernas.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
A PÓS MODERNIDADE DA RELAÇÕES AFETIVAS: UM ESBOÇO
.gif)
Já não seguimos em nossos relacionamentos padrões coletivamente cultivados sobre aquilo que devemos buscar ou realizar em um relacionamento. Neste campo da vida, aprendemos a ser pragmáticos, a investir mais no cotidiano conflituoso das trocas afetivas possíveis entre o “eu” e o “outro”, do que nas fantasiosas expectativas definidas por carências emocionais e idealizações de relacionamentos perfeitos.
Em linhas gerais, a grande novidade do tempo presente é que aprendemos que emoções e sentimentos são grandezas psíquicas que vivem mais em função de sua própria dinâmica interna do que da auto realização de seus portadores.
No plano dos jogos emocionais e de intimidade o amor secularizou-se no deslocamento das subjetividades... Eros se reinventa em nossos dias...
PERSPECTIVAS
Rascunhando o futuro
No latente desejo
De escrever meu tempo
Em coloridas páginas
De vida.
Fosse hoje outro dia,
Talvez me perdesse
Do rosto
No desconhecido de estradas,
Mergulhasse em labirintos
De antigas buscas
Reinventando a existência
Em desconstruções de mim mesmo...
terça-feira, 28 de julho de 2009
TEMPO E MOMENTO
Aprendo que nada mudará
Meu mundo
Na magia do tempo que passa
Fazendo meu eu múltiplo
No espaço vivo de cada pessoa.
Toda realidade é intercâmbio
De sentimentos e sensações
Que se vão com o vento
No vago da própria vida
Em duradoura sintonia
De mero momento....
segunda-feira, 27 de julho de 2009
PRELUDE
Apressadamente
Sem tempo
Para pensar,
Indo ao encontro
De um pequeno destino
De momento
Que nada diz a biografia...
Imerso na multidão,
Percebo o quanto
Levamos a vida
Entre apostas e fatos
Enquanto o mundo
Passa por nós em silêncio...
domingo, 26 de julho de 2009
A LEX BY SEPULTURA AND A CLOCKWORK ORANGE
Nas faixas do album A LEX do Sepultura encontramos uma expressão singular e violentamente lírica da sensibilidade pós moderna ou contemporânea de uma confusão de linguagens... Dizendo de outra forma, musica e literatura encontram-se aqui em um caos criativo e agressivo que beneficia a arte como não lugar cotidiano da linguagem, como deslocamento existencial e estranhamento da própria realidade... Neste álbum o rock se faz meta linguagem, extra-territorialidade, realizando o profundo e feliz desconforto sombrio que o texto original de Anthony Burgess nos provoca... Trata-se de uma tradução... talvez a altura daquela realizada por Stanley Kubrick para o cinema, que não contou, infelizmente, com a aprovação do autor...
TÉDIO...
O rosto de um sonho
Revelando a paisagem
De um eterno outono
Dentro da viva de cada dia.
Tudo acontece
Opaca e provisoriamente
Ao sabor dos tédios
Que animam as horas.
Tudo é tão banal
Que quase
Não me percebo
Nos fatos abertos
Em mera mesmice...
POP POEM
sábado, 25 de julho de 2009
LITERATURA INGLÊSA XLVII

Sua matéria são histórias curtas; contos, ou short stories and long short stores, em que explora com singular sensibilidade e simplicidade o pouco do dia a dia, a profundidade inerente a experiência do banal através de personagens comuns através dos quais nos defrontamos com o mais profundo da condição humana nas pequenas coisas... Justamente por isso sua narrativa é econômica, direta, desconcertadamente coloquial no dizer do mais profundo da vida.
Katherine viveu no inicio do século passado uma vida bastante atribulada. Seja do ponto de vista afetivo,sexual ou social. Casou-se e divorciou-se em um único dia, sofreu um aborto e experimentou diversas relações homo e hetero sexuais em um tempo em que a condição feminina ainda era prisioneira de uma caprichosa cultura falocrática. Com apenas 34 anos encontrou a morte através da tuberculose deixando para traz uma experiência de intensidade da vida que se traduziu magistralmente em seu universo literário.
Não por acaso, a publicação póstuma de seus diários, álbuns de recortes e epistolas, gerou uma vasta bibliografia.
A festa ( The garden party) é um de seus contos mais famosos e lidos e, diga-se de passagem, um de meus favoritos. Neste, a simultaneidade da vida e da morte, da alegria e da tristeza na paisagem do se fazer humano, nos surge sem filosofias através da sensibilidade e lirismo da pequena Laurie... Em poucas palavras, o que Katherine nos oferece em sua simplicidade é uma reflexão sobre a complexidade do banal de cada dia... Devo-lhe pessoalmente muito por isso, como leitor e admirador inconteste.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
PALAVRA ENIGMA

Procuro sondar a sombra dos textos, buscar-me em seus vazios na contramão de enunciados e sentidos.
ACROSS THE UNIVERSE...












